17
abr
12

give me love

Ando pensando em nós dois novamente. Sonho com o nosso possivel e talvez nunca existente primeiro encontro. Me imagino saindo do trabalho, com o cabelo preso e saia social, entrando em um café tão comum como os outros e vendo você. Imagino minha primeira reação… A sua. Será que me reconheceria? Que me abraçaria e pediria perdão por todos os erros estupidos cometidos por ambos de nós naquele ano de dois mil e nove que tinha tudo para ser perfeito? Iria me sentar ao seu lado. Talvez choraria um pouco ao sentir seu verdadeiro cheiro, me espantaria com algum minimo defeito em seu rosto maravilhoso, daria risada do seu tamanho ou do meu. Queria explicar o motivo de ter fugido tantas e tantas vezes, iria querer ouvir sua explicação por ter fugido tanto quanto eu. Dariamos risada? Conversariamos como velhos amigos? Ou seria estranho e sem cor? Eu contaria dos meus filhos, você dos seus. Talvez minha filha realmente se chamasse Mariana e o seu filho se chamasse Lucas. Talvez eu esteja casada com um homem que teria aparecido sem motivo algum em minha vida e você talvez esteja casado com aquela Letícia que tanto amou. Imagino o que sua voz iria causar em mim. Já a ouvi tantas vezes, mas o baque de sentir inclusive sua respiração perto de minha pele talvez me fizesse desmaiar. Nos olhariamos nos olhos, abririamos um sorriso e pensariamos como perdemos em ter deixado que nosso amor se rompesse. Ambos saberiamos o quanto o outro ainda está vivo dentro de si, e apesar de querermos nos envolver novamente, o futuro vai nos lembrar todos os motivos de toda aquela história ter acabado em dois mil e nove e por algum motivo maior não estariamos juntos naquele momento. Nem num próximo. Trocariamos os novos telefones e promessas de nos vermos regularmente. Mas nenhum teria coragem de telefonar para apenas perguntar um velho segredo ou acontecido, muito menos para saber como o outro está. Pois nós dois saberiamos que nosso amor ainda está vivo o suficiente para que qualquer palavra atravessada nos faça ficar juntos novamente, e saberiamos também que voltar nunca seria a melhor escolha. Por mais que eu o ame e você me ame. Talvez depois desse momento, enfim seja nossa hora de deixar todo esse sentimento ir embora, com a certeza de que nunca iriamos voltar. Ou esse encontro apenas nos faça manter a chama do nosso amor viva por mais muitos anos, na espera de que um dia tudo aquilo volte a ser como era antes. Ou melhor, como erámos antes.

- Vitoria G

03
abr
12

paraíso sem cor

Ela se sentia num universo paralelo. Todos ao seu redor estavam petrificados e sem cor. Ela e mais outro eram os unicos que se mexiam, nada fazia sentido. Encostada numa parede no final do pátio do colégio escuro, ela obvservava ele dançando em volta de duas garotas petrificadas. Ela sabia o que estariam fazendo se elas não tivessem assim, e doia muito. Era como se o chão se rompesse em baixo dela e abrisse um buraco negro sem fim. As paredes  pareciam pegar fogo e ela caia e caia e caia… Gritava por ajuda, mas todos em sua volta não podiam se mexer. O único que podia estava ocupado demais chorando pela petrificação daquela que havia beijado noite passada. As outras, que ele havia beijado e simplesmente esquecido se perdiam em uma fila que dava voltas e voltas no quarteirão. Era para ela estar naquela fila, mas por poder se mexer, não aceitou ser mais uma e se limitou a chorar encostada na parede. Tudo lentamente voltava a ter cor e movimento, ele abraçava aquela moça e beijava lentamente seus lábios. Era o intervalo do colégio e tudo aquilo antes era fruto de sua fértil imaginação. Ela caminhava grudada nos ombros de uma amiga e tentava guardar as lágrimas para seu quarto. Não podia deixar que ele visse aquilo. Não podia parecer fraca, vulnerável e apaixonada. Mas era o que ela era. A risada dele ao lado dela, doia como cortes. Vinham como facadas e a destruiam por dentro. Ela se sentia sem chão, sozinha. Tola por ter acreditado que com ele seria diferente. Que ele não era igual os outros. Mas ela não sabia, que ele era um dos outros… Que só estava por ali para manter a rotina dela nunca ser feliz. Pois era como um karma, e ela era simplesmente proibida de sorrir.

- Vitoria G.

31
mar
12

can we fall one more time?

Pegou um cigarro no maço mais velho que havia encontrado. Sentou no meio fio com uma garrafa de uisque, olhando para a avenida. A chuva caia lentamente e molhava seus cabelos. Seu all star velho, mergulhado numa poça, já perdia a cor. Acendeu o cigarro e deu uma tragada rápida. Segurou a fumaça na garganta como se não quisesse soltá-la, abriu a garrafa e deu um gole. Tossiu assustada com o resultado da mistura da fumaça com o alcool e soltou uma nuvem branca e circular. Deu outra tragada e lembrou do primeiro beijo com aquele que tanto amava. Naquela esquina que nunca mais fora a mesma. Onde pela primeira vez eles tinham juntado corpos e selado lábios. Sentiu uma lágrima escorrer e na esperança de para-lá tomou outro gole de uisque. Sem sucesso viu outra gota escorrendo em seu rosto, misturada com os pingos de chuva, quase achou que fosse apenas água e não pedaços de seu coração que escorriam de seus olhos. Cerrou cilios e pensou em todos os erros que tinha cometido quando se tratava dele. Entre soluços deu mais duas tragadas no cigarro e soltou a fumaça novamente. Respirou fundo e tossiu. Sentia a água gelada da chuva em seu corpo, sua roupa já estava encharcada e ela não se preocupava que tinha que voltar para casa, ainda. Tudo parecia tão fora de seu alcance e tão errado, que ela não queria pensar na bronca que levaria de seu pai ao sentir o cheiro de alcool e de cigarro em seu rosto. Queria conseguir encontrar um motivo de todos no final irem embora. Queria saber se o erro era dela ou se todos eram filhos da puta mesmo. Se ela tinha dedo podre para homem ou se ela era a parte podre da relação. Queria entender por quê tudo dava certo para os outros e nunca para ela. Talvez fosse para ser assim, talvez ela não merecesse ser feliz.

- Vitoria G.

28
mar
12

I used to think…

I used to think that no one else would ever replace the feeling that I had on you. So, almost with no want, someone that I have NEVER thought to like that way, approached and faster and faster stole my heart. Seemed like perfect… Like never would end or someone will never fuck up with this.  Just seemed. I used to trust on you. I used to care about us, I used to love you the way I’ve never before. But just like the others, you just go away. 

- Vitoria G.

21
mar
12

Nothing’s fine I’m torn.

Gostava de te observar de longe. Vivia rindo, fazendo piadas e andando em circulos. Tinha muitos amigos e todos falavam como a gente combinava, pena que você não via isso. Sabia todas as suas manias e defeitos, gostos e fantasias. Sabia te amar e repeitar do jeito que você era. Era perfeito pra mim. É perfeito pra mim. Eu sabia disso, meus amigos sabiam disso, seus amigos sabiam disso. Menos você. Nunca imaginei que ia sentir isso de novo. Muito menos que seria tão forte e por alguém tão improvável. Mas era bom gostar de você. Revigorante. Nunca pensei que chegariamos onde chegamos. Que eu sentiria sua respiração tão perto da minha. Que eu sentiria seu toque, seu cheiro, seu beijo. Muito menos que soaria tão errado em minha cabeça. O medo de ser mais uma, ou apenas um ponto final de vez. Não queria que fosse assim. Preferia chorar pelos cantos, abafar gritos, esconder ciumes. Não queria que você soubesse disso tudo. Que tentasse “acabar logo com isso”. Acabar logo comigo você quis dizer.  Impossivel não ser assim. Pensei que seria diferente, realmente acreditei que seria. Que você não comeria meu coração, que não pisaria ou cuspisse nele. Que não tentasse me comprar com beijos ou palavras prontas. Que fosse sincero, de coração. Verdadeiro com todas as letras. Queria simplicidade, beijos roubados, risadas, segredos. Não precisava estar junto, lábio no lábio, corpo no corpo… Só precisava ser você… E eu. Queria conversa, dialogo. Cumplicidade, honestidade. Que acontecesse caso o tempo e o destino quisessem, não por insistencia. Se não acontecesse, paciencia. Eu só queria experimentar mais de você, me aprofundar no nosso nós, ou então criar um, caso ele não existisse. Queria que fosse diferente, ou que meu coração parasse de pular ao te ver… E como é tolo, depois disso tudo, ainda se derrete ao te ver passar.

- Vitoria G

21
mar
12

If my heart was a house you’d be home.

Tinha os olhos claros e barba por fazer. Sorriso de moleque e malicia de homem. Ria sem parar e conseguiu meu coração em dois dias. Pena que três andares nos separavam. Pena que 371km nos separam. Pena que um estado nos separa. Não podia ser assim. O queria perto, grudado, junto, colado. Do avesso, pela metade, inteiro. Queria mais de você, de nós. Mais de quem eu era quando estava com você. Três dias não foram o suficiente. Três dias foi pouco demais. Minha barriga não treme mais, meu cabelo não parece perfeito. Meu cheiro continua aquele mesmo sem graça. Sinto falta do cheiro da sua loção de barbear. Sinto falta do teu corpo no meu, dos nossos lábios juntos. Sinto falta daquele dia dois, três, quatro… Que foram mais do que suficientes para serem inesqueciveis. Onde você está? Além de aqui, dentro de mim? A saudade não me deixou te esquecer.

- Vitoria G.

01
mar
12

Quando ela abre…

Quando ela abre seus braços e te segura perto dela, apenas não parece certo. Porque eu sei que posso amar você mais do que isso… Quando ela te deita, eu poderia morrer por dentro, isso não parece certo porque eu posso amar você mais do que isso. Eu posso amar você mais do que isso. Se eu fosse mais alta, você me veria? Você deitaria nos meus braços e me resgataria? Porque nós somos os mesmos, você me salva quando tudo não parece bem. Então eu te vejo na rua nos braços dela, eu fico fraca. Meu corpo cai, fico sobre meus joelhos e rezo para você enxergar que eu posso te amar mais do que isso…
- More Than This.
27
fev
12

Amor de dentro pra fora

“Queria começar dizendo que eu sinto sua falta. Não, não… Eu acho que eu não sinto sua falta, eu sinto falta de quem você era comigo. Ou de quem eu era quando eu estava com você. Ou de quem nós éramos juntos. Dizer que meu coração se aperta na nossa data, que eu nunca mais voltei a ir no nosso café da esquina e que eu guardo todas as suas e nossas fotos em uma caixa preta lacrada em baixo de minha cama. Que não faz mais tanto sentido dormir com a luz acesa, ou que meias velhas e furadas nunca mais foram engraçadas. Que Roberto late muito mais do que antes, e na mesma hora que você costumava chegar em casa, todos os dias, ele ainda vai até a porta e te espera com o focinho encostado nela. Ontem achei aquela sua gravata preta listrada com vermelho que você tanto gostava. Você a tinha perdido no verão de 2010, lembra? Ela estava jogada no meio de minhas bagunças perto do sótão. 2010… Já fazem dois anos desde que você se foi. Confirma? Dois anos. E eu ainda não sei bem o motivo, não sei o que foi nem o que ficou… Se é que ficou. Não sei onde você está, onde você queria estar e se realmente decidiu partir por causa de mim. Não sei o que lhe incomodava tanto no nosso amor. Ele parecia muito certo pra mim. Nossas palavras cruzadas, noites viradas, filmes, musicas, danças, cafés, infinitas macarronadas… Minha familia te gostava tanto… E a sua nem se fala! Sua mãe ainda me liga as vezes… Queria que você fizesse o mesmo. Roberto dormiu em cima de sua gravata essa noite. Bem de leve ainda há um pouco de seu cheiro lá, e eu sei que Roberto sente sua falta infinitamente. Não é só ele. Confesso que eu também. Que minha vida nunca mais foi a mesma e que nem sei se vai voltar a ser… Que raramente fico feliz e quando fico é algo tão rápido que mal faz cócegas. Lembro de quando estavamos juntos e do quanto eu era feliz. Do quanto você me fazia bem. Não quero lhe importunar, peço que leia esta carta com muito amor e piedade. Apareça aqui para fazer um cafuné em Roberto… Prometo não conversar. Prometo que sem lágrimas ou tentativas frustradas de um recomeço. E queria terminar, dizendo que lhe amo com todo o meu pequeno coração, que por mais que pequeno, guarda um amor muito, mas muito maior que eu.”  

- Vitoria G

21
fev
12

inexorável

“Filho da puta. Descarado. Mentiroso, mal amado e infeliz! Disse que me amava. E repetiu. Três vezes! Não mereço tamanha façanha. Fui grossa tantas vezes, o xinguei, desprezei. Fingi que não ligava, que não tinha ouvido. E o que ganho em troca? Aquelas três palavras que faria com que qualquer mulher abrisse as pernas! “Eu te amo” ele sussurrou diversas vezes e eu incrédula. Estava tão acostumada a sofrer, ser jogada na rua e agora me vem um qualquer, se achando porque tem cabelo bom, fazendo declarações e falando que me ama? Como se fosse fácil, como se fosse me levar pra cama. E levou. Otária, otária! Fui usada, novamente. Mas não parece. Ele incrivelmente desligou o celular para aquele amigo do time de futebol não fazer nenhum convite inesperado, para que a avó não o chamasse para comer aquele frango assado que ele tanto gosta, para sua irmã não ligar pedindo que o levasse na casa da colega. Sofri. Pus os pulsos nos olhos e chorei! Cerrei cílios, escorri doze litros de água, procurei respostas, tentei entender o motivo. E antes que se perguntem, não foi uma hora só! Foram todas as vezes. Me via e desligava o aparelho. Jogava o pobre na mochila, socava no bolso ou sequer ignorava todas as chamadas. Dizia que minha voz era mais alta que qualquer toque de celular, e o dele era muito estridente. Qualquer cidadão que estivesse do outro lado da rua escutaria, e eu que sempre falo tão baixo… “Mergulho em teus olhos garota, a sensação é melhor do que maconha”. Ele tinha até largado o cigarro, parado de beber… Não andava mais com a erva e sequer lembrava dela. Me ligava todo dia as 2:59 da manhã. Dizia eu te amo e desligava. Ou então apenas dizia que estava sem sono e que queria escutar minha voz. Eu que sempre fui tão forte, me apaixonei pelos mais insuportaveis e arrogantes, tinha tesão por cara macho! E então, esse magrelo alto, de cabelo escuro, sorriso leve e cara de bebê tinha me amarrado. É isso mesmo? Ele era tão errado quando o conheci, e então virou este menininha. E por algum motivo ainda não aparente, eu estava gostando. Acordava cantando e nunca mais abri um pote de sorvete para comer direto com colher! Minha barriga doia quando ele não ligava, e toda vez que sim, se desculpava trocentas vezes pelo atraso! Dizia claramente que sentia falta dos meus beijos e que precisava do meu corpo no dele. Era uma paixão meio feroz, atravessávamos as ruas com beijos quentes e qualquer lugar era o lugar – se é que me entende. Apesar de toda a melação, dele beijar meus machucados e assoprar meus olhos para tirar ciscos, eu estava amarrada. Não olhava para nenhum sarado que corria no leblon, ignorava as cantadas e piscadelas. Passava o dia olhando para o celular, esperando dar o horário de ir para o trabalho e sentar em seu colo para ver o tempo passar. Gostava de ficar em silêncio ao lado dele, e de terminar de ler livros tristes de madrugada, para que ele acordasse com meus soluços de emoção e me confortasse como se fosse o mocinho da trama. Gostava que me chamasse pelo nome das minhas personagens preferidas e eu o chamava pelo nome daquele vilão sedutor pelo qual todas as garotas sempre se apaixonavam. E eu, que sempre fui tão chata, tão nojenta, não merecia um amor assim. Merecia? Devia ser um plano dos homens, me dar um perfeito, para que eu me apaixonasse irrevogavelmente e nunca mais me livrasse dessa paixão, para que na hora certa ele me abandonasse, fugisse com outra e me deixasse na solidão de meus livros e meus cadernos. Para que eu o pusesse em literatura para tentar esquecê-lo e que no fundo sempre esperasse ansiosamente na varanda pelo dia que ele fosse voltar. Mas nunca voltaria e eu morreria triste e sozinha. Mas não. Confesso que me armei, tentei não me apaixonar e esperei pelo momento em que ele fosse partir, mas esse momento nunca chegou. Um, dois, três anos se passaram e ele continuava do meu lado, dizendo que eu estava linda mesmo quando estava com a maquiagem borrada, shorts largo, moletom e o cabelo batendo no teto. Dizia que o por do sol não era tão lindo quanto meu sorriso e que nunca ninguém o daria essa sensação… E desse jeito ele foi me ganhando… E ganhou. E me tem, me possui e sou dele. E ele meu, e somos nossos… E logo teremos pequenos “nós” que correrão pela casa com pantufas do bob-esponja, nos chamarão de papai e mamãe e vão nos amar tão infinitamente, tanto ou quanto nos amamos e vamos continuar nos amando…”

- Vitoria G

02
jan
12

3 years.

Já fazem três anos desde que você se foi. E por todo esse tempo, procurei alguém para construir uma história como a nossa… Alguém que risse do meu sotaque e me chamasse de idiota. Alguém para contar os segredos e os meus sonhos mais loucos. Meu coração, bobo como sempre, insistiu em procurar alguém como você. Ele não encontrou. Pessoas como você não existem mais. E se existem, estão longe demais para que eu pudesse alcançá-las. Foi ai que me toquei que a busca era inútil e sem conclusão. Então voltei a pensar em nós dois. Lembro das dificuldades e de como era importante a gente se apoiar. Lembro das brigas, dos desentendimentos e depois disso tudo, os “eu te amo”. Lembro das horas que passamos juntos e de como eram perfeitas, só por estar com você. Lembro dos olhares e dos abraços. Lembro de sonhar com você toda noite e de como queria te ver. Eu queria apenas um toque, ou te olhar de longe. Queria respirar o mesmo ar que você, por uma vez sequer. Lembro da sua voz no telefone e dos momentosem silêncio. Lembrodas lágrimas e do quanto nossos corações queriam se unir. Lembro de como era bom estar com você. Lembro de quando você se enjoava de nós e demorava a voltar. Lembro de tudo. Como se fizesse pouco tempo. É difícil encarar as coisas de frente, mas as vezes é preciso. Mais difícil ainda, é esquecer alguém que você tanto amou. Depois de todo esse tempo, sinto como se fosse mais forte. Como se nunca fosse acabar. Ainda posso sentir, mesmo figuradamente, cada parte de você comigo. Como eu queria não ter me entregado tanto. Como eu queria que fosse mentira. Eu não me lembro de você como algo ruim, e sim como algo bom, que se foi rápido demais. Eu não te julgo por ter encontrado outro alguém no lado real da vida. Eu não te cobro pelo que você não fez. Só espero um dia te encontrar, para dizer tudo o que eu não disse. Para ouvir a sua voz, até se for pela ultima vez. Para sentir o teu cheiro e saber se és mais alto do que eu. Te agradecer pelos sorrisos e até pelas lágrimas que tanto insistiramem correr. Emesmo com todos os erros, todas as discussões, poder sentar para resolver tudo. Para meu coração enfim se acalmar. Dessa vez sem respostas grossas, gritos e arrependimentos. Sem mentiras. Te relembrar de tudo e pedir para não esquecer novamente, para não apagar. Te explicar que o que eu senti foi inteiramente real e que eu não joguei em momento algum. Lembrar de como era bom, quando tudo ficava em paz e só nossos corações falavam. Olhar nos teus olhos e dizer que eu amei e amo você. Te desejar sorte com seu novo amor e que seja inteiramente feliz. E que em momento algum se arrependa de nós. Tentar te explicar o motivo de eu ter fugido de ti tantas vezes. Guardar os sorrisos que trocaremos juntos, e lembrar com carinho dos nossos momentos de só amizade. E mais uma vez, tentar aprender algo com toda essa história. Que mesmo tendo durado por onze meses, foi tão bonita. E ser madura o bastante, para talvez ouvir que você não sente falta. Concluo dizendo que há um nome em minha vida que sempre fará diferença. Um nome tão importante quanto à luz do sol. O teu nome. Te desejo sorte com quem você estiver. E por favor, me deseje sorte, para que nesse mesmo dia do ano que vem, eu não passe chorando. Para que meu coração enfim se liberte e eu possa amar alguém do mesmo modo que te amei.

- Vitoria G.

2 de janeiro de 2009 / 2 de janeiro de 2010 / 2 de janeiro de 2011 / 2 de janeiro de 2012.  E já foram três sem você.

I’m still waiting…




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